A explosão dos casos de contaminação do novo coronavírus, o que resultou na covid-19 recentemente, não é fato isolado no Brasil. Ela é fruto de uma sociedade que tem por hábito; ou, por cultura; ou, por costume, desafiar a lei, desafiar as autoridades, desafiar a ciência e desafiar a própria vida. Para não dizer, desafiar a própria morte. Eles superlotam os bares; os clubes; as praias; os ginásios de esportes, as festas clandestinas, as lotéricas e os bancos. Enquanto isso, os Hospitais ficam lotados; falta UTI; falta oxigênio, falta espaço e falta médico. A capacidade de atendimento exauriu e, em determinados casos, nem em estabelecimentos particulares consegue-se a assistência desejada.
E, o pior é que as perspectiva não são tão alvissareiras assim. A tendência é que o quadro piore. Batemos recordes em cima de recordes. As pessoas continuam morrendo sufocadas com falta de ar e com outas agressões ao organismo. Famílias enlutadas se multiplicam. Morrem seres humanos de todas as idades; de todos os credos religiosos e de todas as posições sociais. A esperança de que as vacinas viessem resolver a situação, ficou em suspense depois que o vírus se tornou mutante, nas chamadas cepas. Ninguém garante que as vacinas combatam as novas variações desse mal.
Mas, a indiferença, a intolerância, o deboche, a ironia, a ignorância de muitos, não é de agora. São os mesmos que não obedecem às leis de trânsito; não respeitam as filas; não pagam os impostos, não produzem nada de positivo. São os mesmos que criticam tudo e a todos, que querem levar vantagem de qualquer maneira, nem que isto custe a vida de seu semelhante, de seu parente, de seu familiar. Resta, então, aos que, ainda, são lúcidos e conscientes, se resguardarem. Para a covid-19 não tem remédio, não tem tratamento, não tem antídoto a não ser acatar o que manda a ciência: higienizar as mãos, usar máscara e evitar aglomerações. Não tem para onde correr. Aliás, tem sim: correr para casa. Desde o começo da pandemia a principal recomendação é: “Fique em Casa”.