O ex-criador de galinhas Mel Fisher passou 16 anos buscando, incansavelmente, no fundo do mar das ilhas Keys os restos do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha – considerado o mais famoso naufrágio da história da Flórida e, na época, tido como o mais valioso do mundo.
Mel Fischer sempre repetia a frase que marcaria sua vida e definiu sua inabalável determinação: “Hoje é o dia!” até que ele encontrou o primeiro objeto oriundo do naufrágio: um lote de barras de ouro e prata. Os mergulhos pararam quando não havia mais evidência de que qualquer objeto tivesse sido deixado para trás.
Entretanto, no último dia 13 de junho, 27 anos depois, uma barra de prata de mais de 10 quilos foi encontrada pelo mergulhador Drake Nicholas. Esse foi o primeiro grande achado relacionado ao tesouro do Nuestra Señora de Atocha e isso deixou os pesquisadores entusiasmados com a possibilidade de novas descobertas, já que tudo começa com um único artefato.
Novos capítulos dessa história extraordinária podem vir à tona, afinal, trata-se de um artefato com mais de quatro séculos e de valor inestimável para a arqueologia.
A frase repetida por Mel Fisher – “Hoje é o dia!” –
chamou minha atenção, pois ela carrega uma carga de expectativa e prontidão que é, essencialmente, um ato de fé. Quando falava “Hoje e o dia!”, Fischer não estava dizendo apenas sobre o clima ou as condições do mar, mas sobre preparação, paciência e a importância de estar imbuído da convicção de que algo surpreendente pudesse, de fato, acontecer.
A persistência do ex-criador de galinhas revela a verdade de que todo mergulho feito por ele era um exercício de fé. Fischer não sabia quando encontraria o tesouro, mas acreditava que o tesouro estava lá.
A fé não é apenas acreditar em algo, mas agir como se o que buscamos já estivesse disponível. “Hoje é o dia!” é a declaração de quem parou de apenas “tentar” e começou a
“esperar com convicção”.
Muitas vezes, nossa vida estagna porque paramos de fazer as coisas com convicção. Quando dizia a si mesmo “Hoje é o dia!”, Mel Fischer estava firmando um compromisso diário com a esperança. Se ele desistisse, o galeão espanhol continuaria perdido. “Hoje é o dia!” era um antídoto contra o desânimo. Uma capacidade singular de olhar para a escuridão e enxergar a luz da possibilidade.
Jesus sempre ensinou os discípulos orarem declarando que algo concreto poderia acontecer: “Ao orardes, crede que recebestes.” Uma afirmação ousada, não?!
O pesquisador persistente precisava controlar a respiração e focar a mente, numa verdadeira metáfora de como a fé opera. Todos nós temos
um “galeão” de promessas de Deus para nossas vidas. Quantas vezes já mergulhamos sem encontrar nada, mas de forma perseverante mantivemos em nossos lábios e coração a frase: “Hoje é o dia!”?
O encontro dos tesouros naufragados representa o clímax de uma fé que não desiste. O “dia” não é apenas o dia da descoberta, mas o momento que mostra nossa perseverança se encontrando com a soberania de Deus.
O mergulhador Mel Fischer não criou a barra de ouro do nada, mas ele a encontrou porque se recusou a acreditar que o mar era apenas um lugar de silêncio e perda!
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