Laudo indica hipotermia, desidratação e afogamento atípico
A menina Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, morreu cerca de 24 horas antes de ser localizada no leito de um rio em Doverlândia, no sudoeste de Goiás. A informação foi confirmada pela Polícia Técnico-Científica durante coletiva realizada nesta quinta-feira (18).
Além disso, o laudo preliminar aponta que a causa mais provável da morte envolve hipotermia associada à desidratação, seguida de um afogamento atípico.
Laudo pericial
Segundo a médica legista Rafaela Marques, a hipótese é de que a criança tenha passado por um quadro de debilitação antes de entrar em contato com a água. Nesse tipo de ocorrência, pode não haver presença de água nos pulmões, o que caracteriza o chamado afogamento atípico.
Além disso, a perícia indica que Maria Fernanda teria caído em uma lâmina d’água após já estar fragilizada, o que teria provocado a morte.
Buscas e localização
Maria Fernanda estava desaparecida desde a segunda-feira (15), em uma propriedade rural de difícil acesso, localizada a cerca de 22 quilômetros da área urbana de Doverlândia. O corpo foi encontrado na quarta-feira (17), no dia em que a criança completaria 2 anos, a aproximadamente dois quilômetros da casa da família.
Antes da localização do corpo, as equipes encontraram uma fralda e uma peça de roupa utilizadas pela menina no dia do desaparecimento. Os itens estavam no rio e ajudaram cães farejadores a direcionar as buscas.
Dinâmica do caso
Durante a investigação, a Polícia Civil informou que a criança teria conseguido sair de casa após ultrapassar um “chiqueirinho” improvisado pela mãe para impedir que ela saísse sozinha.
Além disso, os investigadores apontam que Maria Fernanda era considerada uma criança ativa e já havia demonstrado capacidade de superar obstáculos semelhantes.
Segundo relatos, o desaparecimento ocorreu enquanto os pais estavam em uma represa a cerca de 100 metros da residência. Eles afirmaram ter ouvido um grito e, ao retornarem, não encontraram mais a filha.
Força-tarefa
As buscas mobilizaram mais de 70 pessoas, incluindo bombeiros, policiais militares, policiais civis, equipes com cães farejadores, drones e aeronave do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), além de voluntários.
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