As propostas apresentadas pelos candidatos ao Governo de Goiás no curso da campanha apontam para uma unanimidade: a saúde é “prioridade número um”. Pelo menos é o que cada um dos concorrentes tem procurado demonstrar.
O Jornal CONTEXTO selecionou algumas das propostas apresentadas pelos candidatos Danilo Silva (PCO), Daniel Vilela (MDB), Luciana Amorim (UP), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL).
As informações foram extraídas dos Planos de Governo apresentados pelas respectivas candidaturas à Justiça Eleitoral e estão publicadas, com livre acesso, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira os principais destaques:
DANILO SILVA- PCO

Fim do lucro com a doença: saúde pública e gratuita, sob o controle dos trabalhadores. A destruição sistemática do SUS e o avanço da privatização da saúde aumentam o sofrimento e as mortes, enquanto geram gigantescos lucros dos mercadores dos planos de saúde, hospitais e empresas. É preciso lutar pelo fim da política de destruição da saúde pública pelos mercadores da doença e seus governos.
Assim, propomos: -Mais verbas para a saúde pública. Não pode haver limite nos gastos para salvar a vida do povo; -Plano de emergência para construção de hospitais e postos de saúde em todo o País; -Volta do programa Mais Médicos e validação imediata de todos os diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no País;
– Abertura imediata de centenas de cursos de medicina, enfermagem etc. com livre acesso (sem vestibular!) nas universidades públicas, para suprir a falta de profissionais; – Piso salarial de R$8 mil para os profissionais da saúde.
DANIEL VILELA- MDB

– Novo Hospital de Urgências, com mais tecnologia e qualidade no atendimento à saúde, para transformação da urgência e emergência em Goiás; – Hospital da Mulher, de referência em saúde integral e atendimentos a casos de maternidade alto risco; – Políticas de enfrentamento da obesidade e outras doenças crônicas;
– Nova Tabela do SUS em Goiás, com valores mais adequados para os prestadores de serviço; – Implantação do sistema de Telessaúde em todos os municípios; – Regulação modernizada, com filas unificadas, transparentes e organizadas conforme a prioridade clínica, com apoio de inteligência de dados;
– Mais oferta de serviços, com ampliação da rede estadual e contratação complementar de serviços privados e filantrópicos para ampliar consultas, exames e cirurgias; – Policlínicas estaduais fortalecidas, com referenciamento regional para atendimento às pessoas com TEA e para reabilitação física, auditiva, visual e intelectual.
LUCIANA AMORIM- UP

– Construção de Centros Regionais de Saúde de Especialização Médica; – Interiorização das Unidades de Pronto Atendimento – UPA; – Implementação de Rede de Centros de Saúde da Família em todo o Estado; – Distribuição de absorventes nas Unidades Básicas de Saúde, escolas e unidades prisionais; – Em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo fim das organizações sociais na saúde do estado;
– Garantir o acesso ao pré-natal de qualidade, com promoção de educação em direitos para pessoas gestantes, preenchimento adequado e informado do Plano de Parto, para resguardar e garantir as decisões da pessoa gestante no pré/peri/pós parto, bem como orientações sobre as formas de violência obstétrica, a fim de preveni-las;
– Ampliação das maternidades e criação das casas de parto humanizadas; – Capacitação continuada para as equipes de saúde com foco na autonomia; – Campanhas educativas para a comunidade em geral sobre direitos sexuais e reprodutivos.
LUIS CESAR- PT

– Saúde é direito e dever do Estado: gestão pública direta é a regra; qualquer modelo alternativo é exceção, temporária, fiscalizada e justificada tecnicamente; -Servidor público efetivo e concursado é a base da qualidade e da continuidade do cuidado – carreira, concurso, formação permanente e saúde do trabalhador, não a exceção do sistema;
– A transição do modelo de OS para a gestão direta será planejada, gradual e responsável, evitando ruptura no atendimento à população; – A Atenção Primária é ordenadora do cuidado nos municípios, com apoio técnico e cofinanciamento estadual qualificado; -Regionalização com equidade, com o Estado exercendo seu papel de referência na atenção especializada e terciária, garantindo acesso equânime às macrorregiões de saúde;
– Integralidade do cuidado, com fortalecimento de todas as linhas de cuidado e da Rede de Atenção à Saúde (RAS), da atenção primária à alta complexidade; – Transparência e controle social são inegociáveis.
MARCONI PERILLO – PSDB

– A regionalização continuará sendo uma das bases dessa estratégia. O objetivo será fortalecer a capacidade de atendimento nas diferentes regiões, reduzir deslocamentos desnecessários e garantir um acesso mais célere e organizado aos serviços especializados; – Fluxos de regulação deverão ser aprimorados e melhor articulados;
– A tecnologia e a integração das informações deverão facilitar o percurso do paciente na rede e dar mais segurança e continuidade ao atendimento; – Implantar uma política permanente para acabar com as filas e a espera prolongada para consultas, exames e cirurgias, utilizando critérios claros de prioridade e acompanhando continuamente a demanda e a capacidade de atendimento;
– A saúde digital deverá contribuir para ampliar o acesso à orientação especializada, apoiar diagnósticos e acompanhamentos e dar maior continuidade ao atendimento, especialmente quando a distância representar uma dificuldade para o acesso aos serviços.
WILDER MORAIS- PL

Unificar as filas estaduais de consultas, exames, cirurgias e terapias. O sistema mostrará situação, prioridade e previsão sem expor dados pessoais; – Implantar a regra Data na Guia: o encaminhamento regulado terá prazo de referência, canal de acompanhamento e alternativa assistencial quando houver atraso relevante;
– Criar a Tabela SUS Goiás: uma tabela estadual que complementa os valores federais para pagar pelo procedimento realizado com qualidade, destravando a capacidade ociosa de instituições filantrópicas e
unidades privadas que atendam à fila única; – Garantir o Profissional de Saúde Especialista Onde Tem Unidade de Saúde Pública: publicar o mapa de onde falta atendimento e a escala das unidades;
-Hospital regional terá plano de equipe, leito, insumo e contrato antes de receber nova ampliação física; – Organizar caminhos completos, com prazo entre etapas, para câncer, saúde da mulher, gestação e parto, autismo, saúde mental, reabilitação, doenças raras e saúde bucal.
Leia também: “O gênio do mal – uma reflexão em alta voz”, por Wandir Allan
