Em entrevista à rádio Manchester, na manhã desta quarta-feira (5/8), a secretária municipal de Saúde, Jaqueline Rocha, prestou esclarecimentos acerca da polêmica envolvendo problemas no atendimento da Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva.
Relatos de problemas no atendimento obstétrico da instituição têm gerado, nos últimos dias, especulações sobre os repasses da Prefeitura no convênio firmado com a Maternidade.
Inclusive, ontem (4), conforme relatou a secretária, ocorreram reuniões com o Ministério Público e com gestores do hospital.
Jaqueline Rocha relatou, na entrevista, que essa dificuldade da maternidade não se iniciou agora. No dia 24 de junho último, a pasta foi notificada pelo Sindicato dos Médicos de Anápolis sobre atraso de pagamento a profissionais que atuam na Maternidade.
A secretária esclareceu que a Prefeitura não contrata e, consequentemente, não paga diretamente profissionais de instituições com as quais mantém convênio. Esse pagamento, portanto, é responsabilidade do conveniante.
Mas, por conta dessa notificação do sindicato da categoria, a secretaria esteve na instituição para conferir a situação in loco, conversar com os gestores e entender a situação.
Isso porque, de parte da Prefeitura, não há atraso no pagamento do convênio. O último ocorreu no dia 11 de julho e, neste mês de agosto, deve acontecer entre os dias 10 a 12.
A secretária pontuou que o convênio vem desde 2022. O valor original era de R$ 1,8 milhão/ano. Desde então, ele teve cinco aditivos e, hoje, o valor do convênio é de aproximadamente R$ 6,2 milhões/ano, sendo que, esse ano, cerca de R$ 3,2 milhões já foram repassados.
A secretária confirmou que esteve no Ministério Público, para dar os esclarecimentos e apresentar documentalmente tudo que ocorre com os convênios e o seu cumprimento por parte do município.
Emendas
A secretária também esclareceu sobre repasses de emendas. Conforme explicou, esses recursos segue um rito diferente e devem passar pelos trâmites burocráticos para a efetiva liberação. Recentemente, já houve repasse de R$ 200 mil. Neste mês de agosto, há previsão de repasses de ao menos 800 mil.
A secretária assinalou que há um diálogo direto da Prefeitura com os gestores para contornar essa crise que, conforme observou, se atenua com a propagação de informações nem sempre condizente com a realidade, em decorrência do período eleitoral.
“Vamos ter dias sombrios”, ressaltou Jaqueline Rocha, observando que isso acontece porque a saúde é um setor sensível e exposto a ataques.
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