Categoria cobra avanço nas negociações salariais; empresa afirma que tratativas seguem em andamento e dependem de autorização do poder público
O transporte coletivo urbano de Anápolis poderá enfrentar uma paralisação nos próximos dias. O alerta foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (SITTRA), que encaminhou ofício à empresa Urban Mobilidade Urbana informando sobre o descontentamento da categoria diante da falta de avanço nas negociações da campanha salarial 2026/2027.
No documento, assinado pelo presidente do sindicato, Adair Rodrigues dos Santos, a entidade afirma que a pauta de reivindicações dos trabalhadores já foi oficialmente apresentada à empresa. As propostas foram elaboradas e aprovadas em assembleia realizada no último dia 26 de abril, na sede do sindicato.
Pressão Sindical
Segundo o SITTRA, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e atualização das cláusulas sociais previstas no acordo coletivo da categoria, cuja data-base ocorre em junho de 2026. O sindicato destaca ainda que o edital de convocação da assembleia foi publicado previamente no jornal diário, nas edições dos dias 14 e 15 de março.
No ofício encaminhado ao Departamento de Pessoal da Urban Mobilidade Urbana, a direção sindical ressalta que “não haverá tolerância” por parte dos trabalhadores nesta campanha salarial. A entidade relembra que, na negociação anterior, as tratativas terminaram sem acordo, sendo necessária mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Diante da possibilidade de ausência de contraproposta por parte da empresa, os trabalhadores já manifestaram intenção de paralisar as atividades do transporte público municipal. Caso a paralisação seja confirmada, milhares de usuários do sistema coletivo poderão ser afetados em Anápolis.
Negociação Aberta
Após a divulgação do posicionamento do sindicato, a Urban Mobilidade Urbana se pronunciou por meio de seu diretor jurídico, Carlos Leão. Segundo ele, a empresa recebeu oficialmente o comunicado do SITTRA no último dia 12 de maio e, imediatamente, adotou as providências necessárias para encaminhar as reivindicações à Administração Pública Municipal.
De acordo com Carlos Leão, conforme prevê o artigo 624 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), qualquer reajuste salarial destinado à categoria depende de autorização prévia e expressa do poder público, já que eventuais aumentos refletem diretamente nos custos operacionais do serviço e na tarifa pública paga pelos usuários do transporte coletivo.
O diretor jurídico destacou ainda que as negociações permanecem em andamento e afirmou haver confiança em uma solução construída por meio do diálogo. Segundo ele, a expectativa da concessionária é de que, com harmonia e concessões mútuas entre as partes envolvidas, seja possível alcançar um entendimento equilibrado para os trabalhadores, para a empresa e para o sistema de transporte público da cidade.
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