Claudius Brito – As relações entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, vão atingir e de que forma vão atingir o processo eleitoral?
Esse é um questionamento que ronda muitas cabeças que estão no entorno da crise escancarada numa relação não muito republicana entre um membro da mais alta corte do Judiciário brasileiro e um banqueiro preso em novembro passado em uma operação da Polícia Federal, por suposta gestão fraudulenta (e bilionária) no sistema financeiro.
Obviamente que, em um ano de eleição presidencial, há essa preocupação sobre os desdobramentos que o caso pode trazer ao processo.
Vários presidenciáveis se manifestaram sobre os fatos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, que já era alvo frequente de críticos de políticos da direita, sobretudo, da direita ligada ao bolsonarismo.
O motivo, claro, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mas, além da direita, políticos de outros matizes também se manifestaram sobre essa questão e, ainda, não se sabe se tem mais coisas para surgir nesse cenário por demais complicado e intrincado.
O próprio STF se encontra em meio a um imbróglio difícil de ser tratado, envolvendo embates diretos e contundentes entre ministros, o próprio Moraes e André Mendonça, que retirou sigilo das conversas entre o banqueiro e o seu colega de magistratura.
Faltando pouco mais de um mês para as eleições, obviamente, há muita munição para ser utilizada nas campanhas. Mas, o que se espera, é que essa crise seja tratada como deve ser, ou seja, ao abrigo da lei e da Constituição, e não num cabo de guerra eleitoral e de narrativas que poderão abalar alicerces da democracia.
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