Cinco nomes foram confirmados pelos partidos para disputar o Palácio das Esmeraldas
A disputa pelo Governo de Goiás nas eleições de 2026 terá cinco candidatos confirmados pelos partidos: Daniel Vilela (MDB), Luciana Amorim (UP), Luís César Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL).
Os nomes foram definidos durante as convenções partidárias, encerradas nesta quarta-feira (5). Agora, os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá no dia 25 de outubro.
Entre os concorrentes estão políticos com experiência em cargos públicos, como o ex-governador Marconi Perillo e o atual governador em exercício Daniel Vilela, além de nomes que buscam uma primeira disputa pelo comando do Estado, como Luciana Amorim e Luís César Bueno.
Daniel Vilela

Daniel Vilela (MDB), governador em exercício de Goiás, busca a reeleição ao cargo. Aos 42 anos, o político construiu sua trajetória dentro do MDB e herdou parte da influência política da família Vilela.
Ele é filho do ex-governador e ex-senador Maguito Vilela, uma das principais lideranças políticas da história recente de Goiás. Formado em direito, Daniel iniciou a carreira como vereador de Goiânia, depois foi deputado estadual e deputado federal.
A candidatura foi oficializada pelo MDB durante convenção realizada no Centro de Convenções de Goiânia. Luiz do Carmo (PSD) será o vice da chapa. A aliança reúne Republicanos, Agir, Avante, Democrata, Mobiliza, PSD, Podemos e as federações PRD-SD e UB-PP.
Durante a convenção, Daniel afirmou que pretende ampliar as oportunidades de emprego no Estado.
“Goiás tem espaço para crescer muito mais, para ser um estado ainda mais rico e com melhor renda para todos. E é isso que nós todos juntos aqui vamos fazer”, declarou.
Marconi Perillo

Marconi Perillo (PSDB) volta a disputar o Governo de Goiás em uma tentativa de retornar ao comando do Estado. O tucano já governou Goiás por quatro mandatos e é um dos políticos mais conhecidos do cenário estadual.
Além da experiência como governador, Marconi também foi senador, deputado estadual e deputado federal. A nova candidatura representa sua quinta disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
A Federação PSDB-Cidadania confirmou o nome do ex-governador durante convenção realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em Goiânia. Jacqueline Zaiden (PSDB) será a candidata a vice.
Durante o evento, Marconi destacou sua relação com o Estado.
“Nada nem ninguém é mais importante do que Goiás. Só Deus é mais importante do que o nosso estado”, afirmou.
Wilder Morais

Wilder Morais (PL) chega à disputa pelo Governo de Goiás como representante do Partido Liberal e com apoio de setores ligados à direita.
Engenheiro civil formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Wilder construiu carreira no setor empresarial antes de entrar na política. Ele foi senador por Goiás em dois períodos: em 2011 e a partir de 2023.
O PL oficializou sua candidatura durante convenção realizada no Setor Oeste, em Goiânia, com a presença do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
A chapa terá Ana Paula Rezende (PL), filha do ex-governador Iris Rezende, como vice. O grupo também recebeu apoio do Novo.
Durante o discurso de lançamento da candidatura, Wilder afirmou que sua experiência de diálogo com municípios e lideranças políticas fortaleceu sua decisão de disputar o cargo.
“Depois, uma pessoa também falou comigo: Jair Messias Bolsonaro! E também 800 mil eleitores do estado de Goiás que me fizeram Senador da República”, disse.
Luís César Bueno

Luís César Bueno (PT) disputa pela primeira vez o Governo de Goiás. O petista tem uma trajetória construída principalmente no Legislativo estadual e municipal.
Ex-deputado estadual por quatro mandatos e ex-vereador de Goiânia, Bueno também já ocupou cargos de liderança política dentro do PT em Goiás.
A candidatura foi confirmada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. O advogado Carlos Mundim (PDT) será o vice. A coligação reúne ainda PSOL, Rede Sustentabilidade e PSB.
Segundo Bueno, a campanha terá como foco a apresentação de propostas voltadas para emprego, renda e desenvolvimento econômico.
“Na campanha do segundo turno das eleições passadas [para presidente], nós tivemos 1,5 milhão votos no segundo turno. E nós vamos para essa campanha para buscar esse 1,5 milhão de votos e levar o PT junto com o PDT para o segundo turno em Goiás”, afirmou.
Luciana Amorim

Luciana Amorim (UP) representa uma candidatura de esquerda alternativa na disputa pelo Governo de Goiás. Analista judiciária, ela disputa pela primeira vez o cargo de governadora. Antes, participou de duas eleições como candidata a vice ao lado do Professor Pantaleão (UP): ao Governo de Goiás, em 2022, e à Prefeitura de Goiânia, em 2024.
A Unidade Popular confirmou seu nome durante convenção realizada na Ocupação de Mulheres Maria Augusta Thomaz, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Caymmi Henrique (UP) será o vice da chapa, formada apenas por integrantes da legenda.
Em entrevista, Luciana afirmou que a candidatura busca representar uma alternativa para trabalhadores do Estado.
“Enquanto milhões de pessoas enfrentam a fome, a falta de moradia, a precarização do trabalho e o aumento da violência contra as mulheres, seguimos vendo propostas que não resolvem esses problemas”, destacou.
Com as convenções encerradas, os cinco nomes seguem agora para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Após a aprovação dos registros, começa oficialmente a campanha eleitoral para o Governo de Goiás em 2026.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.
