Parece que, para algumas pessoas, a campanha política, ainda, não acabou. O episódios de agressões gratuitas, muitas delas fisicamente, reverberam por todo o País, como se houvesse uma guerrilha urbana disfarçada. A simples cor de uma roupa tem servido de motivo para procedimentos inaceitáveis.
Em Goiânia, um homem de 71 anos foi espancado covardemente, por esse motivo: estava com uma camisa cuja cor era a de um partido político. O agressor se julgou no direito de ferir o idoso. Outros casos semelhantes têm se multiplicado, inclusive em Anápolis, embora, ainda, não houvesse sido registrado casos de maior gravidade.
As intolerâncias (esportiva, religiosa, política e outras) são procedimentos brutais, bestiais que deixam cicatrizes, algumas delas, para sempre. E, são agressões, em sua maioria, inexplicáveis, inadmissíveis.
No caso da política as pessoas se esquecem que o vencedor vai governar para todos e, não, somente para os que votaram nele. Da mesma forma, os derrotados precisam aceitar a vontade soberana do povo, dentro da liberdade pela qual gerações anteriores lutaram para conseguir.
É preciso haver o entendimento de que, por mais que se esteja certo, não se pode substituir a força da razão, pela razão da força. Violência gera violência. A intolerância, em suas variadas modalidades, determina destruição de amizades, parcerias, relações familiares e entendimentos comerciais.
E, quanto ao mais, as pessoas vivem na mesma cidade, provavelmente no mesmo bairro, na mesma região. Os estremecimentos sociais prejudicam, até, este tipo de convivência, ou seja, vizinhos e inimigos por coisas, na maioria das vezes, banais.
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