Os candidatos ao Governo de Goiás nas eleições de outubro desse ano: Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), participaram na noite desta terça-feira (29), do debate promovido pela TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo no estado.
Por conta das regras estabelecidas, não participaram do debate os candidatos Luciana Amorim (UP) e Danilo da Silva (PCO).
Via de regra, o debate seguiu a “receita do bolo” dos demais debates com perguntas e respostas entre candidatos, perguntas pré-definidas, réplicas. Como o tempo não permite, não há um aprofundamento nas respostas e, em alguns casos, elas acabam sendo colocadas de forma genéricas.
Mas, foi um debate que deu para o eleitor que ainda não se envolveu com as campanhas conhecer as propostas e as posições dos candidatos.
Daniel Vilela defendeu o legado da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e de seu atual governo. Além de sinalizar prioridade aos setores de saúde, educação e segurança pública, o emedebista também deu ênfase que vai buscar foco na área da tecnologia para aprimorar os serviços públicos e, também, a educação e a qualificação para o mercado de trabalho.
Vilela ainda destacou que Goiás, hoje, é considerado um hub da inteligência artificial no Brasil e que isso deverá ser potencializado em várias áreas do governo, como na segurança, dando exemplo do programa IA contra o Crime.
O petista Luis Cesar Bueno deixou bem claro seu viés político-administrativo que será, caso eleito, fazer um governo “sintonizado” com o Governo Lula (que disputa a reeleição).
Um ponto muito “batido” pelo candidato, que é professor, é que ele buscará, se eleito, valorizar a carreira dos profissionais da educação no estado. Bueno também direcionou farpas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do partido de seu concorrente Wilder Morais, que segundo ele “nunca fez um banco de praça em Goiás”.
O tucano Marconi Perillo, por sua vez, buscou trazer ao debate o legado de suas gestões à frente do Governo de Goiás e cutucou os governos de Caiado e Daniel Vilela de “copiarem e mudarem nome dos programas”. “Vamos fazer de verdade”, disse. Ele apresentou programa para ajudar goianos a quitarem dívidas de até R$ 10 mil.
Marconi também aproveitou para cutucar Wilder Morais, afirmando que Goiás precisa dele no Senado para defender Bolsonaro, as pautas de direita e conflitos de igreja.
Wilder Morais destacou boa parte de sua participação defendendo melhorias para o setor da saúde que, na sua avaliação, “está na UTI”, comparou. Ele também defendeu, por exemplo, porte de arma nas propriedades rurais e cutucou o petista Luis Bueno sobre invasão de terras.
O candidato do PL também defendeu que, se eleito, irá desenvolver políticas para fortalecer a agroindústria e o setor de mineração do estado. “Goiás é um estado rico, mas essa riqueza tem de chegar na ponta, às pessoas”, pontuou.
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