Hipertensão e diabetes impulsionam doença renal crônica, que atinge 14% da população
Um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitido em novembro do ano passado, acendeu o sinal vermelho para os sistemas de saúde: a Doença Renal Crônica (DRC) já ocupa a 9ª posição entre as maiores causas de morte no planeta. Estimativas globais apontam que 14% da população mundial convive com algum grau de perda da função renal — 1 em cada 7 pessoas.
O que mais preocupa é o silêncio clínico. Assintomática nos estágios iniciais (graus 1 a 3), a DRC não provoca dor, não altera a cor da urina nem causa inchaço perceptível. Resultado: cerca de 90% dos pacientes com disfunção inicial desconhecem a condição e só descobrem quando o quadro já exige medidas extremas.
Segundo o intensivista e nefrologista da NefroSanta, Dr. Hans Stauber Kronit, o avanço está ligado à transição demográfica e aos hábitos contemporâneos. “Esse crescimento ocorre pelo alto consumo de sódio, aumento da hipertensão e do diabetes e pelo envelhecimento da população. A soma desses fatores eleva os índices de perda de função renal”, explica.

Grandes vilões
No Brasil, hipertensão e diabetes impulsionam os programas de diálise. A hipertensão mal controlada causa a nefropatia hipertensiva: a pressão elevada destrói progressivamente os glomérulos, unidades básicas de filtragem do rim.
Já o diabetes provoca a nefropatia diabética. O excesso de açúcar danifica glomérulos e túbulos renais, levando à perda de massa renal e à eliminação de proteínas na urina. O impacto é grave: um em cada quatro hipertensos e um em cada dois diabéticos precisarão de terapia renal substitutiva ao longo da vida.
Dr. Hans alerta ainda para a automedicação. O uso indiscriminado de anti-inflamatórios acelera a perda da função renal, agindo como um “veneno direto” para as células de filtragem.
Prevenção
O diagnóstico precoce muda o prognóstico. “O rastreamento deve ser anual, mesmo sem sintomas”, reforça o médico do Ânima Centro Hospitalar. Exames eficientes incluem: Creatinina e ureia sérica: testes de sangue que detectam queda da função renal no início; Urina EAS: identifica perda de proteínas ou sangramento invisível; Ultrassom de rins e vias urinárias: avalia anatomia, tamanho e possíveis obstruções.
Identificada cedo, a DRC pode ser controlada. “Hoje temos medicações que estabilizam a perda renal. Associadas ao controle de diabetes, pressão e mudanças de hábitos, travamos a progressão e evitamos hemodiálise precoce. O tecido perdido não se recupera, mas é possível lentificar a doença”, afirma.

Estrutura em Anápolis
O Ânima Centro Hospitalar atende de forma integral doenças renais e casos agudos. Por meio da NefroSanta — serviço de diálise integrado à rede — oferece linha de cuidado do ambulatório à UTI e emergência.
A NefroSanta, unidade própria do Grupo Santa, responde à demanda crescente por diálise ambulatorial em Goiás. Atua articulada com UTI, pronto atendimento, hemodinâmica, cirurgia vascular, cardiologia, endocrinologia e infectologia.
A unidade dispõe de terapia renal substitutiva com máquinas de última geração para hemodiafiltração on-line, monitoramento contínuo e protocolos baseados em evidências, com rastreabilidade de dados, controle da qualidade da água e detecção automática de falhas.
Com informações do Grupo Santa.
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