Pesquisa analisou 300 vídeos publicados no TikTok e Instagram
Um estudo publicado no Journal of Technology in Behavioral Science analisou 300 vídeos sobre nutrição, alimentação saudável e “clean eating” publicados no TikTok e no Instagram. Do total, 68% apresentavam informações classificadas pelos pesquisadores como enganosas ou falsas.
A pesquisa reuniu 150 vídeos do TikTok e 150 do Instagram Reels, selecionados a partir das hashtags #healthylifestyle, #nutrition e #cleaneating. O levantamento foi realizado entre 25 e 27 de maio de 2025.
Formação profissional
O estudo também comparou os conteúdos produzidos por profissionais qualificados e por criadores sem credenciais na área de saúde, nutrição ou alimentação.
Entre os autores considerados qualificados, 45,5% dos conteúdos foram classificados como precisos. Já entre os criadores sem formação ou credenciais reconhecidas, apenas 4,7% apresentaram informações consideradas precisas.
Nesse segundo grupo, 75,2% dos conteúdos foram classificados como enganosos ou falsos, índice significativamente superior ao registrado entre os criadores qualificados.
A pesquisa identificou ainda que aproximadamente 22% dos criadores analisados possuíam alguma certificação ou qualificação reconhecida relacionada a saúde, alimentação, nutrição ou atividade física.
Suplementos e dietas
Outro dado observado pelos pesquisadores é que cerca de 75% dos vídeos mencionavam suplementos ou “superalimentos”. Além disso, 67% apresentavam a alimentação “limpa” ou “saudável” como mensagem central, enquanto pelo menos 36% promoviam algum padrão alimentar específico.
Os pesquisadores também analisaram conteúdos que poderiam apresentar sinais associados à ortorexia nervosa, relacionada à preocupação excessiva e rígida com o consumo de alimentos considerados puros ou saudáveis. A análise, porém, não significa que os vídeos ou seus autores tenham recebido diagnóstico da condição.
Outro estudo, publicado no JAMA, avaliou como adultos nos Estados Unidos utilizam as redes sociais para obter informações de saúde. Segundo os resultados, 21,6% dos usuários afirmaram ter tomado decisões relacionadas à saúde com base em conteúdos vistos nas redes sociais, o equivalente a mais de um em cada cinco usuários.
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