A ocupação da presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômica do Estado de Goiás, a CODEGO, por um anapolino, é de fato um espaço importante e que vem de encontro à vocação do município, que possui o maior distrito industrial, entre os mais de 30 distritos que estão sob o guarda-chuva da empresa pública.
O Distrito Agro Industrial de Anápolis completa, em novembro desse ano, 50 anos de sua implantação. São cinco décadas que o DAIA contribui para o desenvolvimento do município, do estado e do país.
É o distrito que conta com a infraestrutura mais completa, com uma estação Aduaneira Interior, o Porto Seco Centro Oeste, além de abrigar o segundo maior polo de fabricação de medicamentos do Brasil.
Além de uma montadora de veículos, o DAIA tem também plantas produtivas nas áreas de alimentação, metalurgia, entre outras e, em breve, a primeira indústria de oxigênio da região Centro-Oeste.
Sendo assim, o presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa, terá a missão de lançar um olhar especial para o DAIA, sem desmerecer os demais distritos espalhados no estado.
Mas, para além da atuação da CODEGO, a Prefeitura de Anápolis, as secretarias municipal e estadual de Indústria e Comércio e as entidades do setor produtivo deverão unir esforços e buscar caminhos para o enfrentamento aos desafios que estão por vir nos próximos anos com o fim da chamada “guerra fiscal”, que ocorre em decorrência da reforma tributária.
A Câmara Municipal, através do “Prospera Anápolis”, já sinaliza sua participação nesse contexto.
Não há elementos que possam apontar o que vai acontecer com o fim da política de incentivos fiscais, fundamental para povoar o DAIA de indústrias e, por isso, é preciso estudar, planejar e ter ações para que Anápolis e outras cidades goianas possam manter e, mais do que isso, aumentar a competitividade no cenário futuro.
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