Frei Carlos Antônio da Silva, OFM, goiano dos pés rachados, nascido em Ouro Verde de Goiás, aniversariante do mês de setembro, diferente de lideranças que se impõem pelo discurso ou pelo jeito de ser, marcou o coração da comunidade franciscana anapolina pelo simples fato de estar presente e se tornar um homem do povo. Por isso, o nome de Frei Carlos surge não apenas como sacerdote, mas como um verdadeiro ponto de encontro.
Bacharel em Filosofia, Teologia e com pós-graduação em Gestão Paroquial, prestes a completar 60 anos no dia 16 de setembro, dos quais mais de quatro décadas dedicadas à fé cristã, Frei Carlos, como a comunidade o conhece, celebra mais que uma marca no calendário, mas uma trajetória pautada pela proximidade genuína, seriedade no dever e rara capacidade de fraternidade. Inspirado pelo carisma de São Francisco, traduz a fé em gestos concretos.
Quem o acompanha na rotina eclesiástica conhece seu rigor e respeito aos compromissos do altar. Onde muitos veem apenas a solenidade do hábito, ele entrega devoção e disciplina. Suas homilias são explicativas, com palavras fáceis, colocando a sua voz a serviço da fé e da comunidade franciscana. Porém, é na convivência diária que sua liderança ganha contornos ainda mais especiais.
O frade firme na oração é o mesmo homem de sorriso largo, amigo de todos e entusiasmado festeiro do jeito que a comunidade gosta. Ele adotou uma sabedoria singular em sua forma de caminhar. Em tempo marcado por divisões, Frei Carlos recusa a lógica dos pequenos grupos ou favoritismos. É, por essência, uma figura agregadora. Popular, do povo, do jeito que deve ser!
Ao não se fechar em bolhas, conquistou a liberdade de transitar por todas as rodas, ouvindo todos, do simples ao douto com a mesma atenção, com o mesmo sorriso largo, o mesmo abraço e respeito. Sua autoridade pastoral não vem da distância, mas do exemplo vivido ombro a ombro com o povo, com fé e espargindo alegria sempre. Chegar aos 60 anos com essa energia e aceitação é privilégio de quem fez do serviço ao outro sua maior alegria, seguindo a máxima cristã.
As festividades preparadas para este mês de setembro, em especial na comunidade franciscana da Matriz, são apenas o reflexo natural do carinho que ele plantou ao longo dos anos. A Anápolis e à família franciscana resta celebrar a vida deste líder cristão diferenciado. Que o novo ciclo renove suas forças para continuar sendo essa ponte de fé, alegria e união.
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