Segundo maior produtor de medicamentos de todo País, o Polo Farmacêutico emprega mais de 11 mil trabalhadores
Profissionais qualificados, infraestrutura de ponta e boa localização geográfica são apenas três dos aspectos que tornam Anápolis o segundo maior polo farmoquímico do Brasil e o primeiro no ranking de importação e desenvolvimento no Estado.
Hoje, Goiás possui hoje 33 empresas farmacêuticas, desse total, 21 estão localizadas no Município. Somente no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), são 15 produtoras de medicamentos. Esse polo fabril atende o mercado brasileiro e exporta seus produtos para outros países, o que dá ao mesmo uma dimensão global. Além disso, há outras seis indústrias que dão suporte ao setor estão instaladas na cidade e estão alinhadas a essa cadeia produtiva.
Muitos especialistas acreditam que as indústrias são atraídas para Anápolis devido à infraestrutura, já que a cidade possui um Porto Seco (Estação Aduaneira Interior); tem um modal rodoviário bem estruturado, além de acesso ferroviário aos portos pela Ferrovia Centro-Atlântica e, futuramente, pela Ferrovia Norte-Sul. Sua posição geográfica também é estratégica, uma vez que está localizada na região central do Brasil, o que facilita o escoamento da produção para todos os locais do país e a integração aos mercados externos.
Empregos
Para Marçal Henrique Soares, presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), a alta empregabilidade que o polo farmacêutico proporciona para os anapolinos é também um fator significativo.
“Juntas essas indústrias empregam onze mil trabalhadores diretos dentro e fora do DAIA. Ou seja, são muitas famílias, tanto de Anápolis, como do entorno da região, que dependem dessas indústrias para sobreviver”, adiciona.
Durante a entrevista, o presidente da Sindifargo faz uma ressalva e aproveita pra homenagear os funcionários das indústrias farmacêuticas de Anápolis que vêm trabalhando duramente neste período de pandemia na produção de medicamentos que ajudam a melhorar a saúde e salvar vidas.
“Nada seria possível sem os trabalhadores. Agora durante a pandemia devemos enaltecer ainda mais esses bravos colaboradores, que vêm trabalhando noite e dia para dar conta de distribuir a quantidade de medicamentos que está sendo solicitada”, completa.
Carreira
De acordo com uma última contagem realizada em 2018 pelo Instituto de Pesquisa e Pós-graduação para Farmacêuticos, nos últimos três anos, o número de profissionais em Goiás cresceu 17,8%, totalizando mais de 8.900 especialistas no estado. Deste total, mais de 10% estão na cidade de Anápolis.
Para a farmacêutica e Analista de Garantia da Qualidade do Laboratório Teuto, Tyciane Marques Macedo, a ampla variedade de indústrias do setor de medicamentos é o principal motivo para o demasiado crescimento de profissionais na cidade.

“De certa forma, o fato de Anápolis ser esse grande polo farmacêutico, também influenciou na minha decisão de cursar farmácia. Mas com o passar dos anos isso se tornou mais difícil, levando em conta que a cada seis meses se formam, no mínimo, 130 pessoas no curso de farmácia em Anápolis”, adita.
De acordo com a especialista do ramo de medicamentos, a tendência do mercado é só crescer. “Fico muito contente de trabalhar em uma área que se supera a cada dia. Temos um dos maiores polos indústrias dentro de Anápolis, então a cada dia que passa a cidade e a profissão só tendem a prosperar”, completa a farmacêutica.
