Diap aponta acesso ao Fundo Eleitoral e a possibilidade de destinar emendas parlamentares individuais como vantagens na reeleição
Dos 513 deputados em exercício, 437 disputarão a reeleição em 2026, o equivalente a 85,19% da Câmara. Em 2022, foram 448 concorrentes, resultando em uma queda de 11 parlamentares na busca pela renovação do mandato. Essa redução pode favorecer a oxigenação da Casa, embora o resultado final dependa do desempenho dos atuais ocupantes e dos novos candidatos.
Em contrapartida, cresceu a busca por outros cargos. O total de deputados que disputarão o Senado saltou de 21, em 2022, para 42 neste ano. Já as candidaturas às assembleias legislativas subiram de seis para 11. Além disso, cinco disputarão governos estaduais, um concorrerá à Vice-Presidência da República, um a vice-governador e três à primeira suplência de senador. Outros 13 parlamentares não disputarão qualquer cargo eletivo.
Em entrevista à Rádio Câmara, Neuriberg Dias, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), analisou os fatores que beneficiam os atuais parlamentares. Entre os principais trunfos estão o Fundo Eleitoral e o uso das emendas individuais impositivas, consolidadas desde 2015.
Segundo o especialista, as emendas alteraram a dinâmica de dependência em relação ao Executivo, permitindo o envio direto de recursos a prefeituras e projetos locais. Essa execução fortalece a imagem do parlamentar em suas bases eleitorais, garantindo-lhe condições muito superiores às dos concorrentes novatos.
A migração de deputados para disputas ao Senado e governos locais abre caminho para novos nomes na Câmara. Contudo, o nível real de renovação que assumirá em 2027 só será conhecido após a apuração das urnas e a consolidação dos eleitos.
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