Dois assuntos chamam a atenção no conflito Irã/Estados Unidos e seus aliados, de um lado e de outro. Independentemente da parte belicosa em si, as preocupações desaguam na questão econômica, pois, se houver uma crise no mercado de combustíveis, o mundo entra em parafuso. E, por extensão, o Brasil, com reflexos imediatos na produção de insumos, alimentos principalmente.
E, aí, entra o Centro Oeste, muito particularmente Goiás, que, ao lado de Mato Grosso, forma com São Paulo e Paraná, o quarteto responsável pela maior quantidade de alimentos produzidos no País. Portanto, o assunto é muito mais sério do que se pensa. O impacto mais óbvio da guerra é sentido nos preços. O custo do barril do petróleo já saltou nas últimas semanas e há o temor de que faltem combustíveis.
É sabido que a dependência da agricultura brasileira de fornecedores internacionais, sobretudo russos, é gritante, por ser o País o maior importador mundial, pois traz de fora cerca de 85% do que é usado na agricultura nacional, o que causa sobressaltos, como nos casos recentes da pandemia (Covid-19) e da invasão da Ucrânia pela Rússia. Sem contar que o dólar alto e juros determinados pelo Banco Central completam o cenário.
Desta forma, para os consumidores brasileiros, que são, também, eleitores, é o preço do combustível que afeta, de forma mais imediata, a sua vida. Uma alta inflacionária puxada pelo diesel e pela gasolina coloca o governo em situação difícil.
Paliativamente o governo tomou medida que zerou o imposto sobre o diesel e taxou as importações. Mas, para o mercado, ainda é pouco. Os operadores aguardam o cumprimento da promessa de fazer a Petrobras desatrelar o preço cobrado internamente das flutuações do mercado externo, para se determinar o fim da política de paridade. Isto porque os custos internos são menores. Logo, não faz sentido fazer o consumidor brasileiro pagar mais.
Daí, a entender-se que a estabilidade econômica passa por normas a serem aplicadas em curto prazo, para que não falte combustível em um país cuja economia está em cima das rodas dos veículos automotores. Segundo, para que a produção de alimentos não sofra solução de continuidade e garanta a estabilidade financeira, indispensável para a paz social. A sociedade espera dos políticos sobriedade e respeito à vontade popular. A História vai cobrar daqueles que se omitirem.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.
