O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, esteve em Anápolis, nesta quarta-feira, 10/04, participando de um encontro com os vereadores durante a sessão ordinária da Casa. A reunião contou com a presença do Prefeito Roberto Naves; dos deputados estaduais Amilton Filho e Coronel Adailton; e dezenas de lideranças classistas do segmento empresarial.
O dirigente da Fieg trouxe para a reunião uma apresentação apontando que nos últimos anos, os indicadores econômicos de Anápolis, como os de exportações e de geração de empregos, tiveram queda, fazendo uma correlação com os indicadores de Aparecida de Goiânia que, ao contrário, segundo ele, registraram crescimento. Sandro Mabel destacou que a provocação feita ao Município, quando disse que Anápolis não deveria ser rotulada como a cidade do “não”, foi justamente para alertar sobre a necessidade de reverter a situação.
O presidente da Fieg afirmou que, como empresário em Anápolis (ele tem investimento em uma fábrica de pimenta no DAIA), entende a necessidade de o Município ser mais dinâmico na atração de investimentos e citou que a Federação quer dar a sua colaboração através da capacitação profissional, da melhoria do ambiente de negócios, da criação de novas oportunidades, na ampliação de geração e renda. Sandro Mabel destacou, ainda, a necessidade de garantir incentivos fiscais para atrair investimentos para o Distrito Agro Industrial de Anápolis; tirar terrenos do DAIA das mãos de empresas que não constroem; facilitar a rapidez nos negócios imobiliários; permitir que as empresas se fixem em outros locais, a não ser no DAIA; criação de um núcleo simplificado de negócios; agilidade na liberação de licenças ambientais.
Outro projeto considerado fundamental, disse Sandro Mabel, é o de implantação do Polo de Defesa e Segurança, o qual já vem sendo trabalhado em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Prefeitura Municipal, a própria Fieg e o Governo do Estado. A projeção, conforme analisou, é que caso o polo se consolide, 40 novas empresas devem se instalar no Município nos próximos cinco anos.
Avanços
O Prefeito Roberto Naves ressaltou que Anápolis já avançou muito em relação à desburocratização, citando que o Uso do Solo já é disponibilizado 100% on line. Com isso, uma pessoa em qualquer lugar do mundo, conforme observou, pode obter o documento. O alvará de imóveis também é liberado on-line e, em breve – anunciou – as licenças ambientais serão também agilizadas via on line.
O chefe do Executivo assinalou que é necessário, de fato, rever o Plano Diretor de Anápolis, com o objetivo de facilitar a implantação de empreendimentos. Roberto Naves reafirmou que está trabalhando para que o Município tenha, em curto espaço de tempo, o seu próprio Distrito Industrial.
Na sua fala, o Prefeito rebateu os dados apresentados pelo Presidente da Fieg, comparando os indicadores de Anápolis e de Aparecida de Goiânia, considerando que essa comparação, com dados de 10 anos, não faz sentido “porque há 10 anos atrás Aparecida de Goiânia não tinha nada”, pontuou.
Roberto Naves destacou que é preciso trabalhar junto com o Governo Caiado e contar com o apoio da Fieg para “destravar” o Aeroporto de Cargas, o Centro de Convenções e a Plataforma Logística. Além disso, buscar soluções para a questão energética e a falta de área no DAIA que, na sua avaliação, são os motivos que verdadeiramente têm impedido Anápolis de receber novas indústrias.
CAOA/Chery
Durante da reunião, o Prefeito Roberto Naves comentou uma reunião com grandes empresários do setor farmacêutico, que se manifestaram apreensivos diante a possibilidade de o Grupo CAOA paralisar o investimento da nova montadora, a chinesa Chery, em sua planta localizada em Anápolis. A motivação teria como pano de fundo, sobretudo, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga a concessão de incentivos fiscais.
Roberto Naves alertou os deputados, sobretudo, os representantes de Anápolis, para o risco que representaria essa retração de investimentos da CAOA e, até, possivelmente, a sua saída. Conforme observou, o Governo do Distrito Federal já sabendo de que há um certo descontentamento já estaria assediando a empresa. “Já tivemos isso no passado e foi um grande trauma”, lembrou, referindo-se à saída do Grupo Vicunha.
O Presidente da Fieg, Sandro Mabel, relatou que tem conversado com empresários de outros estados e há uma preocupação com as CPI dos incentivos e da energia. Segundo ele, o setor empresarial não é contra o trabalho dos parlamentares, porém, defende que é preciso cuidado ao tratar dessas questões, que são estratégicas para Goiás.
