Os mandarins não vão chegar ao Brasil… Eles já chegaram, há muito tempo e, agora, em maior número, e, em maior profusão. Chegam com malas e malas de dinheiro, compram tudo o que está à venda: carne, soja, ferrovias, hidroelétricas, grandes glebas de terras. E, é bom não se iludir. Os chineses compram, pagam, não pedem menos nem fiado. É à vista, mesmo.
Depois da primeira fase, eles têm trazido grandes projetos industriais, como as montadoras de automóveis, laboratórios farmacêuticos e tudo o mais que pode ser transformado em dinheiro. A última tacada, agora, é a compra da chamada “terras raras” e, de quebra, o mercado web. Um dos exemplos é a chegada de uma das maiores operações logísticas em Londrina, no Paraná, que vai contribuir com o setor de distribuição e comércio eletrônico. A gigante Shopee anunciou a implantação de um novo Centro de Distribuição naquele município, em um empreendimento considerado o maior Built to Suit (BTS) do Sul do Brasil. O projeto será construído em uma área de 100 mil metros quadrados, sendo 33 mil metros quadrados de área construída.
Para fazer as “honras da casa”, o governo brasileiro sob o comando de Lula eliminou, temporariamente, a exigência de visto para turistas chineses até o fim de 2026. A medida entrou em vigor em 11 de maio de 2026 e tem como objetivo ampliar a entrada de turistas chineses no Brasil, além de fortalecer relações culturais e comerciais entre os dois países. A isenção vale até o término das eleições, ou seja, até dezembro de 2026 e faz parte de uma política de flexibilização migratória voltada ao aumento do fluxo turístico internacional.
A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e vem ampliando sua presença econômica no país nos últimos anos, com investimentos em setores como infraestrutura, energia, agronegócio e mineração. O governo brasileiro, também, busca aumentar a participação de turistas chineses no setor de turismo nacional, em meio à recuperação global do fluxo internacional de viagens após os impactos da pandemia de Covid-19. Pelo jeito, os nacionais precisam começar a aprender o idioma, a escrita e outros costumes chineses. Antes que seja tarde…
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