O cuidado com a vida pressupõe não apenas a vigilância com a saúde do corpo e da mente. Ela vai um pouco além, porque a vida tal qual nós a temos, não se restringe ao individual, visto que nascemos e fazemos parte de um habitat coletivo.
Vander Lúcio Barbosa
Daí advém o significado do título: “Saúde e cidadania”. Temos, sim, de forma individualizada, de buscar o melhor à nossa própria saúde e qualidade de vida. Mas, não podemos nos fechar numa bolha e achar que o resto não importa.
Há séculos, por exemplo, que as vacinas foram inventadas e, desde então, várias doenças foram erradicadas. Por exemplo, a poliomielite. Outras doenças deixaram de ser consideradas de emergência em saúde, como o sarampo e a rubéola.
Ao longo dos períodos mais críticos da Covid-19, aprendemos não só a importância da vacina, que ajudou frear o número de casos de internações e de mortes, mas de algumas práticas que feitas por todos, ajudam a prevenir possíveis surtos virais e epidemias, como o uso de máscara, a higiene das mãos, entre outros.
A ciência, pensada e exercida coletivamente, desenvolveu medicamentos e técnicas de tratamentos médicos que permitiram aumentar a expectativa de vida de homens e mulheres.
Isso tudo parece distante, mas a saúde e a cidadania estão bem perto de nós. Aliás, muito perto, quando, por exemplo, nos vacinamos ou levamos os filhos para se imunizarem; quando usamos de forma adequada os equipamentos públicos de saúde.
Ás vezes, pessoas com uma simples gripe buscam atendimento em um local que não é o correto, faz aumentar a fila e, mesmo erradas, reclamam de não terem sido atendidas.
Todo sistema de saúde é estruturado para acolhimento de atendimentos e pacientes dependendo do grau da enfermidade e da urgência. Desrespeitando isso, em nada contribuímos para que esse sistema, que é coletivo, funcione bem.
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