Último debate entre candidatos à Presidência da República, o encontro promovido pela Globo entrou pelo início da madrugada desta sexta-feira, 30, com momentos tensos em boa parte do tempo.
Mediado pelo jornalista William Bonner, o debate teve a participação dos candidatos Ciro Gomes (PDT), Felipe d´Avila (Novo), Jair Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Padre Kelmon (PTB), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).
Quem esperava um debate recheado com a apresentação de propostas por parte dos candidatos ao Palácio do Planalto, ficou um pouco frustrado.
É que, em boa parte do evento, os presidenciáveis usaram o tempo para atacar e contra-atacar os adversários.
Inclusive, a todo momento, eram solicitados direitos de resposta, ora concedidos, ora não.
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Lula e Bolsonaro, que lideram as intenções de votos, trocaram farpas todas as vezes em que estiveram frente à frente.
Houve, também, embates tensos entre os candidatos Soraya Thronicke e Padre Kelmon.
Os candidatos Ciro Gomes, Simone Tebet e Felipe d´Avila foram mais discretos, mas também tiveram alguns entreveros.
Os temas mais recorrentes nos ataques foram corrupção, pandemia e desmatamento da Amazônia.
Os escândalos no Ministério da Educação e do Petrolão também foram lembrados.
Frases do debate entre os presidenciáveis

“Ele [Bolsonaro] falar que eu montei quadrilha, com a quadrilha da rachadinha dele que ele decretou sigilo de 100 anos, com a rachadinha da família, do Ministério da Educação com barras de ouro? Ele falar de quadrilha comigo? Ele precisava se olhar no espelho e saber o que está acontecendo no governo dele. Saber o que foi a quadrilha da vacina, o oferecimento de US$ 1 por cada vacina importada. Isso não sou eu que disse, é a CPI que está dizendo”. Lula (PT)

Ex-presidiário. Traidor da pátria. Que rachadinha? Rachadinha são teus filhos roubando milhões de empresas após a tua chegada ao poder. Que CPI é essa, da farsa, que você [Lula] vem defender aqui? O que achou ao meu respeito? Nada. Que dinheiro de propina? Não tenho propina”. Bolsonaro (PL)

“Vamos falar do Brasil real, que ainda chora a morte dos seus filhos que morreram prematuramente por conta da incompetência de um governo que não colocou vacina na hora no braço de milhões de brasileiros. O Brasil está morrendo, não só de Covid. Temos uma fila interminável de exames, consultas e cirurgias atrasadas” Simone Tebet (MDB)

“Vocês falam tanto de Covid, Covid, Covid. Só se morre de Covid nesse país? Só se morre de Covid no mundo? São falácias, falácias e falácias, só o que vocês sabem fazer”. Padre Kelmon (PTB)

“Nós temos hoje quase 700 mil mortes por Covid. 130 milhões de órfãos. O que o senhor diria para consolar essas famílias, esses órfãos que estão até agora esperando uma ajuda do governo? Que estão até agora sofrendo, e muitos irmãos separados porque cada parente tem que ficar com um ou outro. O senhor [Padre Kelmon] não tem medo de ir pro inferno não?” Soraya Thronicke (União)

“O Brasil não vai voltar a crescer, não vai voltar a progredir, não vai sair desse atoleiro se nós elegermos esses governos que colocaram a gente nesse buraco. Você, quando está sozinho na cabine [de votação], é você com a sua consciência”. Felipe d´Avila (Novo)

“Eu sei que os radicais lulistas e os radicais bolsonaristas não querem ouvir nada, a não ser aquela história toda que nós já vimos e que está matando inocentes. Também pudera. Nós assistimos aqui àquilo tudo que eu estou tentando prevenir o povo brasileiro. Eu quero ser o candidato que vai reconciliar o Brasil”. Ciro Gomes (PDT)
