O candidato a governador pelo PT, Luís César Bueno, afirma que, se vencer a eleição, vai retirar a gestão da Saúde das OSs e o governo vai reassumir todo o comando. Ele chama de “reestatização” do setor. Já os candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL), indicam que devem manter o sistema, embora falem em correção de estratégia.
As declarações foram dadas essa semana pelos candidatos, durante entrevistas concedidas ao programa ‘Atualidades Manchester’, da Rádio Manchester FM. A emissora agendou sabatinas com os quatro principais concorrentes ao governo, segundo pesquisas de intenção de voto. Apenas o governador Daniel Vilela (MDB) não participou do ciclo de entrevistas. Cancelou um dia antes.
Os temas regulação e Hospital Estadual Dr Henrique Santillo receberam críticas de Marconi, Wilder e Luís César. O tucano diz que, se eleito, vai ampliar a capacidade de atendimento do hospital. O liberal promete rever o atual sistema de regulação. Intenção comum ao petista.
Marconi disse que vai retomar o Centro de Convenções para a gestão do Estado, preservar sua finalidade, e está disposto a adquirir outro imóvel na cidade, para doar ao Município, com intuito de implantar um Centro Administrativo definitivo. Wilder reafirmou ser contra a instalação de câmeras de vídeo nas fardas dos policiais militares. Luís César disse que vai restituir os 2% do Orçamento para a manutenção da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Wilder pretende criar a Tabela SUS Goiás, que complementaria a tabela atual do SUS nacional, defasada. Marconi entende que dificilmente o governo conseguirá reverter os impactos do fim dos incentivos fiscais, previsto na Reforma Tributária. Luís César acredita que não, em virtude da criação de novas frentes de economia e o impacto dos polos de economia que pretende criar em um eventual governo.
Em um dos tópicos políticos abordados pelos candidatos, Marconi e Luís César deixaram transparecer que, em projetos específicos, estarão abertos a conversar com a administração municipal de Anápolis para a solução de demandas. Caso, por exemplo, do transporte coletivo. Já Wilder, indagado se teria facilidade em manter diálogo com gestores de outras linhas políticas, disse que não pensa nesse assunto porque, segundo ele, isso não será necessário, apostando na eleição de gestores afinados com seu espectro político-ideológico.
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