VERSÃO FLIP
domingo, 1 de novembro, 2026
  • Entrar
  • Registrar
Contexto
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Contexto
domingo, 1 de novembro, 2026
Contexto

Possibilidade do reconhecimento da união estável no inventário sob a ótica do STJ

de Gonçalves e Ventura Advogados
12 de julho de 2024
em Contexto Jurídico
Reading Time: 2 mins read
0 0
A A
0
Imagem: Canva

Imagem: Canva

De início, esclareça-se que o Código Civil, em seu artigo 1.723, traz o conceito de união estável e descreve os elementos necessários para sua caracterização, quais sejam: “convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”, ou seja, apesar da disposição expressa, a Legislação quedou-se um tanto obscura, pois não estabelece um prazo mínimo de duração da convivência para que uma relação seja considerada união estável.

Em caso de inventário, a Lei Civil resguarda o direito à sucessão e disciplina que a companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. Isto é, a herança a que o(a) companheiro(a) sobrevivente terá participação está limitada aos bens adquiridos durante a convivência.

Sendo assim, quando não for definido de forma expressa o regime de bens da união, o regime que valerá será comunhão parcial de bens, logo, o(a) companheiro(a) será meeiro(a) dos bens adquiridos ao longo da relação. Portanto, quando um falecer, o outro terá direito à metade dos bens adquiridos de forma onerosa.

Além do mais, o(a) companheiro(a) interessado(a) no reconhecimento da união após a morte do outro, deverá com a supervisão de um Advogado entrar com processo específico, comprovando o período de duração da união, e os frutos que ela resultou, como o nascimento de filhos e os bens porventura adquiridos.

Dessa forma, o processo de reconhecimento da união deverá ser interposto em face dos herdeiros necessários do(a) falecido(a), conforme a ordem de sucessão estabelecida por Lei desdobrando-se, na maioria das vezes, em um processo litigioso e moroso.

Ainda a fim de agregar para um entendimento sólido acerca do assunto, em julgamento recente o Superior Tribunal de Justiça – STJ, entendeu que a união estável pode ser reconhecida no processo de inventário, desde que as provas sejam seguras e suficientes para comprovar a convivência e não haja contrariedade no reconhecimento do relacionamento pelos demais herdeiros.

Posto isto, embora a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ tenha contribuído para um entendimento mais consolidado sobre os requisitos de reconhecimento da união estável em processos de inventário, essa evolução também trouxe desafios. Tal fato, porque na maioria dos casos, os herdeiros não concordam com o reconhecimento da união, o que dificulta o procedimento de partilha e pode gerar disputas prolongadas e, muitas vezes, complexas. Em outras palavras, conclui-se que a decisão é inovadora, mas abre brechas para que a união estável seja reconhecida de outras formas além dos meio ordinários.

Rótulos: capadireitodivórcioPartilha de bensReconhecimentoUnião Estavel

Mais Artigos

Namoro, noivado e filhos: quando o amor não configura união estável

de Gonçalves e Ventura Advogados
30 de outubro de 2026
0

Um casal pode namorar durante anos, ter filhos, compartilhar despesas e até planejar o casamento sem que exista, juridicamente, uma...

Fim da escala 6×1: o que muda para trabalhadores e empresas?

de Gonçalves e Ventura Advogados
25 de outubro de 2026
0

A redução da jornada de trabalho e o fim da tradicional escala 6x1 — seis dias de trabalho para um...

Quanto pode custar o acesso à justiça?

de Gonçalves e Ventura Advogados
16 de outubro de 2026
0

A advocacia brasileira recebeu com perplexidade a nova sistemática de custas instituída pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). De R$...

Carregar Mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eu aceito as Políticas de Privacidade e Uso.

As mais lidas do momento

  • CODEGO anuncia novas indústrias para Anápolis e estuda mudança em sua natureza jurídica

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Intolerância política – Por Nilton Pereira

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Emissoras são canceladas nas redes sociais por mostrarem vídeo de Marília Mendonça morta

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • Novas técnicas de combate ao fogo fizeram diminuir mais de 60 por cento das queimadas em Goiás  

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
  • VIBRACOM, 40 anos de trabalho e crescimento gradual

    0 compartilhamentos
    Compartilhar 0 Twitter 0
Contexto

Jornal Contexto de Anápolis. Todos os direitos reservados © 2025 – Feito com Pyqui

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie Conosco
  • Contato

Siga-nos

Seja bem-vindo(a)!

Entre em sua conta abaixo

Esqueceu sua senha? Registrar-se

Crie sua conta :)

Preencha o formulário para se registrar

*Ao se registrar em nosso site você aceita as nossas Políticas de Privacidade e Uso.
Todos os campos são obrigatórios Entrar

Recupere sua senha

Por favor insira seu Usuário ou Email para recuperar a sua senha

Entrar
  • Entrar
  • Registrar-se
  • Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Segurança
  • Saúde
  • Educação
  • Emprego
  • Esportes
  • Entretenimento
  • Gastronomia
  • Mulher
  • Geral
  • Opinião
  • Versão Flip
  • Anuncie Conosco
  • Quem Somos
  • Contato
  • Políticas de Privacidade e Uso
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Jornal Contexto de Anápolis. Todos os direitos reservados © 2025 – Feito com Pyqui